FAQ | Perguntas Frequentes

Qual é a diferença entre um psicólogo e um psiquiatra?
Um psiquiatra é um médico especializado no tratamento dos distúrbios mentais, principalmente através de medicação (via farmacológica). Um psicólogo é formado em Psicologia, mas não é médico, não podendo, por isso, receitar nenhum tipo de medicação, embora deva conhecê-la. Ambos podem fazer psicoterapia, desde que estejam a isso habilitados por uma sociedade científica reconhecida.

Qual a periodicidade duma psicoterapia?
Geralmente, um processo psicoterapêutico tem uma frequência semanal podendo, nalguns casos, ter uma frequência maior ou menor (por exemplo, quinzenal). Tudo vai depender de cada caso.

Quanto tempo dura uma psicoterapia?
Depende do caso. Há pessoas que começam a registar melhorias significativas muito cedo (em apenas algumas sessões), enquanto outras poderão precisar de mais algum tempo. Tudo depende da pessoa, do problema em questão, da capacidade de mudança e adaptação de cada um, da empatia entre paciente e terapeuta.

Como sei que preciso de um psicólogo?
Se, mesmo estando já em tratamento com um psiquiatra e sob medicação, sentir que o problema se mantém ou mesmo se agrava, talvez seja altura de procurar um psicólogo para, através duma psicoterapia, ter acesso à verdadeira origem do problema, podendo assim resolvê-lo e caminhar em direcção a uma vida mais plena e feliz. Os estudos mais recentes apontam mesmo para a ineficácia de uma abordagem apenas medicamentosa, sendo que o ideal será combinar a medicação e a psicoterapia para obter um melhor resultado. Não tenha medo, não se deixe levar pelo estigma de que quem vai a um psicólogo é “maluco”! São precisamente estas “ideias feitas” que nos prejudicam e impedem que olhemos por nós próprios, a todos os níveis!

A que sintomas devo prestar atenção?
O sofrimento psicológico manifesta-se de diversas formas, as quais são diferentes de pessoa para pessoa. Muitas pessoas optam por sofrer “para dentro”, escondendo o seu sofrimento ou mesmo manifestando uma alegria excessiva e desadequada. Não deixe de procurar ajuda!

Geralmente, alguns sintomas, se surgirem durante algum tempo, podem indicar sofrimento psicológico, entre os quais:

  • Depressão (tristeza, desinteresse por actividades que dantes davam prazer, descuido com a aparência, entre outros)
  • Ataques de ansiedade / pânico
  • Comportamentos agressivos
  • Comportamentos obsessivos (lavar as mãos muitas vezes por dia, por exemplo)
  •  Insónias (dificuldade em adormecer, acordar a meio da noite sem adormecer novamente, acordar demasiado cedo)
  • Disfunções sexuais (falta de desejo sexual, disfunção eréctil, entre outros)
  • Perturbações da identidade de género (nasci homem mas identifico-me como mulher, ou vice-versa)
  • Doença Inflamatória Intestinal
  • Doença de Parkinson
  • Problemas conjugais / relacionais (conflitos, violência doméstica, violência no namoro/casamento)
  • Falta de autoestima (considerar-se inferior aos outros)
  • “Bullying” (crianças gozadas/atacadas física e psicologicamente pelos colegas de escola)
  • Assédio sexual / moral (em especial no local de trabalho)
  • “Burnout” (exaustão laboral, desgaste emocional extremo, incapacidade para trabalhar)
  • Abuso de drogas, álcool ou tabaco
  • Qualquer sintoma físico sem explicação médica aparente

 

VANTAGENS DO ACOMPANHAMENTO PSICOLÓGICO
Porquê procurar um psicólogo?

A Psicologia, enquanto ciência que estuda o comportamento e os processos mentais, oferece muitas vantagens a quem a procura, nomeadamente a possibilidade de expor as suas dúvidas, medos e dificuldades num ambiente compreensivo e neutral, onde a pessoa não se sente alvo de julgamentos. Estabelece-se, ao longo do processo terapêutico, uma relação psicólogo-paciente chamada “aliança terapêutica”, no seio da qual se abordam as dificuldades que afligem e condicionam a vida e o funcionamento da pessoa.
São abordadas as dificuldades e propostas estratégias para a sua resolução, num tempo mais ou menos alargado, consoante a pessoa e a problemática em causa. Devido à completa personalização do processo, não se pode destinar um prazo para a resolução do mesmo. Este pode ser mais ou menos curto, mais ou menos prolongado, dependendo de inúmeros fatores – personalidade do paciente, suas expectativas, seus objetivos, personalidade do terapeuta, entre outros.
Ao contrário de uma consulta de Psiquiatria, não há lugar a qualquer prescrição de medicação, procurando-se também, se tal for o caso, um enquadramento entre o processo psicoterapêutico e o acompanhamento médico (psiquiátrico ou outro). A partir desta articulação entre medicação e psicoterapia, obtêm-se grandes benefícios ao serviço da qualidade de vida dos pacientes.
A mudança é, sem dúvida, um processo pleno de desafios, dificuldades e exigências – mas compensa! Para melhor muda-se sempre!